Sejam Bem Vindos!

" O saber a gente aprende com os mestres e com os livros, a sabedoria se aprende é com a vida e com os humildes."
(Cora Coralina)

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

A EDUCAÇÃO QUE DESEJAMOS

Apesar dos avanços significativos da educação no Brasil, ela ainda está muito distante do desejado. A cada dia que passa, a educação exige mudanças e o uso das tecnologias dentro ou fora da sala de aula tornan-se inevitável para o avanço da escola no mundo digital.
Cada vez mais escolas não conectadas, são escolas incompletas, a sociedade caminha para interconectar todos, cidades, pessoas, serviços. Todos conectados por meio fisico, digital ou virtual, assim tudo se completa, todos interagem é um direito de todos.
A inclusão digital nas escolas é necessário para melhorar a educação, o acesso continuo de informações e a comunicação é fundamental para o avanço da educação no país.
No Brasil já está aumentando a consciência na ação pedagógica do uso das tecnologias nas salas de aula, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. A educação necessita de mudanças estruturais, conectados são inumeras as possibilidades de pesquisas, de acesso a informações, de meios de comunicação e interação com o mundo.

Moran afirma que, "Escolas não conectadas são escolas incompletas (mesmo quando didaticamente avançadas). Alunos sem acesso continuo às redes digitais estão excluidos de uma parte importante da aprendizagem atual: do acesso à informação variada e disponível on-line, da pesquisa rápida em bases de dados, bibliotecas digitais, portais educacionais; da participação em comunidades de interesse, nos debates e publicações on-line, enfim, da variada oferta de serviços digitais"

Novos paradigmas na educação estão surgindo e o envolvimento de todos, familia, escola e governos é de fundamental importancia no processo ensino-aprendizagem.

Resumo da introdução do livro "A educação que desejamos" de José Manuel Moran.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tecnologia favorece ou atrapalha a interação?

Todos os anos, professores, gestores e entusiastas da tecnologia em Educação voltam seus olhos para os lançamentos da Bett Show. Realizado num enorme centro de eventos em Londres, na Grã-Bretanha, o evento é uma das maiores feiras mundiais sobre o tema. Estive por lá entre os dias 11 e 14 de janeiro, acompanhando as últimas novidades da tecnologia em sala de aula.

Não há como não voltar deslumbrada com todos os aplicativos, softwares e hardwares desenvolvidos com o objetivo de facilitar a aprendizagem. Jogos em todas as disciplinas fazem a festa das crianças - e também dos professores que acham que esse é o caminho para "motivar" os alunos. Imagens em 3D revelam o corpo humano e dos animais e a estrutura dos demais seres vivos e levam as turmas para um estudo de campo de ecossistemas como o fundo do mar e uma caverna - tudo sem sair da sala de aula.
Mas um ponto polêmico - não colocado abertamente durante as discussões na Bett2012, mas deixado no ar - diz respeito ao fator interação quando a tecnologia invade a sala de aula.
Alguns professores têm usado a tecnologia para se aproximar das turmas, como Emma Chandler, professora de Estudos Sociais da Emerson Park School, em Londres. Ela usa o Twitter para se comunicar com os alunos justamente por ter percebido que era a ferramenta predileta de comunicação entre eles. Manda de três a quatro mensagens por aula, com o plano de aula do dia, questões simples para verificar o conhecimento sobre determinado conteúdo e notícias relacionadas ao tema. "Os mais tímidos passaram a se comunicar mais comigo", afirmou ela, que ainda coordenou um texto coletivo para o jornal da escola cujos trechos eram enviados pela rede social. O trabalho em grupo, portanto, foi intermediado pela ferramenta, com pouco contato direto entre os colegas.
O uso de animações em 3D, em que todas as informações são facilmente acessadas e visualizadas com perfeição e realismo, praticamente prescinde da presença do educador para a compreensão do conteúdo. Estudo realizado em sete países entre outubro de 2010 e maio de 2011, por pesquisadores da Universidade de Londres, comparou o rendimento de duas categorias de estudantes. Os que estavam nas turmas em que o professor usou 3D para ensinar corpo humano melhoraram suas notas em 86% (contra os 52% registrados no grupo de controle, que só usou ferramentas em 2D), apreenderam as informações em menos tempo, lembravam de mais detalhes e davam respostas mais elaboradas em questões abertas. E o papel do professor, nesse caso, foi apenas disponibilizar o acesso à ferramenta e fazer a avaliação.
Steve Bunce, consultor em tecnologia da Educação do Reino Unido, está convicto de que a saída para esse dilema é o educador se tornar um questionador: "Em vez de explicar o conteúdo, ele vai criar as perguntas sobre o mundo real e os problemas globais para serem respondidas pelos alunos, que, por sua vez, com a tecnologia, podem ir sozinhos atrás das informações e trazer as soluções. É assim que se educa cidadãos com autonomia para aprender."


Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/tecnologia-favorece-ou-atrapalha-interacao-668165.shtml

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

DESAFIOS DA INTERNET PARA O PROFESSOR

Com a chegada da Internet nos defrontamos com novas possibilidades, desafios e incertezas o processo de ensino-aprendizagem.
Não podemos esperar das redes eletrônicas a solução mágica para modificar profundamente a relação pedagógica, mas vão facilitar como nunca antes a pesquisa individual e grupal, o intercâmbio de professores com professores, de alunos com alunos, de professores com alunos.
A Internet propicia a troca de experiências, de dúvidas, de materiais, as trocas pessoais, tanto de quem está perto como longe geograficamente.
A Internet pode ajudar o professor a preparar melhor a sua aula, a ampliar as formas de lecionar, a modificar o processo de avaliação e de comunicação com o aluno e com os seus colegas.
O professor vai ampliar a forma de preparar a sua aula. Pode ter acesso aos últimos artigos publicados, às notícias mais recentes sobre o tema que vai tratar, pode pedir ajuda a outros colegas - conhecidos e desconhecidos - sobre a melhor maneira de trabalhar aquele assunto com os seus estudantes. Pode ver que materiais -programas, vídeos, exercícios existem. Já é possível copiar imagens, sons, trechos de vídeos. Em pouco tempo o acesso a materiais audiovisuais será muito mais fácil. Tem tanto material disponível, que imediatamente vai aparecer se o professor está atualizado, se preparou realmente a aula (porque os alunos também têm acesso às mesmas informações, bancos de dados, etc).
O grande avanço neste campo da preparação de aula está na possibilidade de consulta a colegas conhecidos e desconhecidos, a especialistas, de perguntar e obter respostas sobre dúvidas, métodos, materiais, estratégias de ensino-aprendizagem. O papel do professor não é o de somente coletar a informação, mas de trabalhá-la, de escolhê-la, confrontando visões, metodologias e resultados.
O professor pode iniciar um assunto em sala de aula sensibilizando, criando impacto, chamando a atenção para novos dados, novos desafios.Depois, convida os alunos a fazerem suas próprias pesquisas, -individualmente e em grupo- e que procurem chegar a suas próprias sínteses. Enquanto os alunos fazem pesquisa, o professor pode ser localizado eletronicamente, para consultas, dúvidas. O professor se transforma num assessor próximo do aluno, mesmo quando não está fisicamente presente. Não interessa se o professor está na escola, em casa, ou viajando. O importante é que ele pode conectar-se com os outros e pode ser localizado, se quiser, em qualquer lugar e em qualquer momento. A aula se converte num espaço real de interação, de troca de resultados, de comparação de fontes, de enriquecimento de perspectivas, de discussão das contradições, de adaptação dos dados à realidade dos alunos. O professor não é o "informador", mas o coordenador do processo de ensino-aprendizagem. Estimula, acompanha a pesquisa, debate os resultados.
Os alunos podem fazer suas pesquisas antes da aula, preparar apresentações -individualmente e em grupo. Podem consultar colegas conhecidos ou desconhecidos, da mesma ou de outras escolas, da mesma cidade, país ou de outro país. Aumentará incrivelmente a interação com outros colegas, pesquisando os mesmos assuntos, trocando resultados, materiais, jornais, vídeos.
A motivação para a prática de línguas estrangeiras e para o aperfeiçoamento da própria se torna muito mais perceptível, porque existe real necessidade de escrever e, nos próximos anos, também de falar na mesma e em outras línguas.
Os programas de tradução nos facilitarão a comunicação com outros países, mas quem domina a língua levará muita vantagem neste intercâmbio.
A Internet será ótima para professores inquietos, atentos a novidades, que desejam atualizar-se, comunicar-se mais. Mas ela será um tormento para o professor que se acostumou a dar aula sempre da mesma forma, que fala o tempo todo na aula, que impõe um único tipo de avaliação. Esse professor provavelmente achará a Internet muito complicada - há demasiada informação disponível - ou, talvez pior, irá procurar roteiros de aula prontos -e já existem muitos - e os copiará literalmente, para aplicá-los mecanicamente na sala de aula.
Esse tipo de professor continuará limitado antes e depois da Internet, só que a sua defasagem se tornará mais perceptível. Quanto mais informação temos disponível, mais complicamos o processo de ensino-aprendizagem.
Quando podíamos escolher um único livro de texto e segui-lo capítulo a capítulo, estava claro o caminho do começo até o fim, tanto para o professor, como para o aluno, para a administração e para a família.
Agora podemos enriquecer extraordinariamente o processo, mas, ao mesmo tempo, o complicamos. Ensinar é orientar, estimular, relacionar, mais que informar. Mas só orienta aquele que conhece, que tem uma boa base teórica e que sabe comunicar-se. O professor vai ter que atualizar-se sem parar, vai precisar abrir-se para as informações que o aluno vai trazer, aprender com o aluno, interagir com ele.
A Internet não é mágica, mas as experiências que venho acompanhando na Universidade de São Paulo e o contato com professores e alunos que utilizam as redes eletrônicas no Brasil e em outros países me mostram possibilidades fascinantes de tornar o ensino e a aprendizagem processos abertos, flexíveis, inovadores, contínuos, que exigem uma excelente formação teórica e comunicacional, para navegar entre tantas e tão desencontradas idéias, visões, teorias, caminhos.
Os alunos estão prontos para a Internet. Quando podem acessá-la, vão longe. O professor vai percebendo que, aos poucos, a Internet está passando de uma palavra da moda a realidade em alguns colégios e nas suas famílias. Nestes próximos anos viveremos a interligação da Internet, com o cabo, com a televisão. Imagem, som, texto e dados se integrarão em um vasto conjunto de possibilidades. Ver-se e ouvir-se à distância se tornará corriqueiro. Pedir a um colega que dê aula comigo, mesmo que esteja em outra cidade ou país, ao vivo, será plenamente viável. As possibilidades da Internet no ensino estão apenas começando.

Por:  José Manuel Moran
Especialista em inovações na educação presencial e a distância
jmmoran@usp.br


Fonte:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

DESAFIO: LEIA UM LIVRO POR MÊS.



Campanha de incentivo a leitura, LEIA UM LIVRO POR MÊS é realmente um desafio para todos. Não existe idade para ler, crianças, jovens, adultos, todos podem ir a qualquer lugar do mundo através de um livro.

Desde o momento em que a criança aprende a ler, não existem mais barreiras, nem distâncias, que não possam ser rompidas através da leitura.

Quem não gosta de viajar nas páginas de um livro? Eu adoro! E incentivo muito minhas filhas a lerem, tanto que elas mesmas já escolhem seus livrinhos para ler antes de dormir.

A campanha é de incentivo e a ideia é contar que livro você leu durante o mês e o que achou do mesmo (através de comentário) causando curiosidade em quem não leu e incentivando mais pessoas a vestir a camisa.

 Então um ótimo final de semana para todos e uma boa leitura!

Beijos.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Final de férias, de volta a rotina, bem vindo 2012!

Voltar a rotina diária das aulas na faculdade depois das férias de verão, pode parecer impossível. Mas com muita organização e força de vontade tudo fica mais fácil. Trabalho, faculdade, estágio, casa, filhos, marido... essa correria nos dias de hoje, já é muito comum entre as pessoas.
O que fazer para dar conta de tudo sem se descabelar?

Para quem trabalha e estuda a noite, manter uma agenda sempre bem planejada é fundamental, procurar manter os finais de semana reservados para estar com a família sempre que possível, também é bacana.
Contar com o apoio da família e amigos, é muito importante, faz parte da realização dos nossos sonhos e planejamentos. Use e abuse desse apoio.

E lembre-se sempre, se você quer fazer algo ou tem um sonho, por mais difícil que possa parecer nunca desista, lute por ele. Pois essa realização só depende exclusivamente de você e de mais ninguém.

Portanto boa volta às aulas, bom trabalho, bom 2012!
Beijos...






segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PEDAGOGIA NA VEIA

PEDAGOGIA

Pedagogia é o ato sublime de educar. É ser capaz de se doar inteiro para pessoas que você nem conhece, mas que dependem de nós para sua formação. Depende de nós formar crianças adultos do bem, cidadãos corretos, humildes e educados.

O trabalho do pedagogo está além de uma simples aula, pode transformar o mundo, pois educamos crianças, que são o nosso futuro oferecendo oportunidades de serem pessoas mais honestas e justas, tornando-os capazes de adquirir sua própria autonomia.

Já conheci muitas pessoas que fazem o curso de pedagogia por fazer, para dizer que fizeram uma faculdade, porque acham que é muito fácil, ou até mesmo por pensarem que este curso é o último a ser procurado e quando alguém pergunta que curso fazem, chegam a falar baixo... pedagogia.

Se você não é capaz de oferecer o melhor de si, dar uma aula digna para seus alunos por pensar que dar aula é muito fácil ou de pensar no futuro melhor, saia do curso de pedagogia. As escolas já estão cheias de maus professores, infelizes e incapazes.

O trabalho do pedagogo é fascinante, pensem quantas pessoas importantes, celebridades, políticos  e grandes líderes passaram pelas mãos de um pedagogo.
Se você escolheu ser pedagogo por amor e tem a consciência da grandeza deste curso, nunca diga baixinho quando alguém te perguntar qual curso faz, diga de cabeça erguida e com orgulho:
PEDAGOGIA.